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Com 14 ganhadores individuais de grupo, letra "B" do Araras faz história - Fonte ABCPCC - Stud Book


Tríplice coroado e vencedor do Grande Prêmio Brasil, Bal A Bali foi o craque mor
da melhor geração já criada pelo Haras Santa Maria de Araras, em todos os tempos

Fotografia: Gérson Martins

No último fim de semana, no Jockey Club Brasileiro, Beach Dance venceu o Grande Prêmio Euvaldo Lodi (gr.III), que foi, no caso, a principal corrida do conjunto de reuniões desempenhadas na Gávea. Com a norte-americana Callana, Beach Dance (pertencente ao Stud Globo) formou a dobrada de crioulas do Haras Santa Maria de Araras - sem contar que Cappa e Spada, favorita dos apostadores e que ponteava a corrida com facilidade, fatalmente seria a terceira corredora da coudelaria, nos três primeiros postos, caso não tivesse se atirado contra a cerca móvel, nos 400 finais.

O resultado, contudo, não foi o que mais chamou a atenção em termos de Santa Maria de Araras, na ocasião. Isso porque, ao vencer a prova de G3, Beach Dance tornou-se o décimo quarto ganhador de grupo individual, criado pelo estabelecimento no Brasil, em 2010. Desde a instituição das corridas graduadas no Brasil, nunca antes um determinado criador havia conseguido emplacar tal marca, por meio de uma única geração.

A histórica marca da letra "B" do Haras Santa Maria de Araras começou a ser escrita ainda no primeiro semestre de 2013, com as corridas clássicas destinadas à geração então estreante. Bal A Bali, estrela mor de sua geração no Brasil, venceu o Grande Prêmio Mário de Azevedo Ribeiro (gr.III), enquanto Billy Girl faturou o Grande Prêmio Luiz Fernando Cirne Lima (gr.III). Ainda naquele semestre, a promessa da velocidade, Billion Dollar, faturou o Grande Prêmio Jockey Club de São Paulo (gr.III), ao passo que pelas patas de Baccelo e Brilhantíssima vieram os dois primeiros G1 desta geração: os Grandes Prêmios Jockey Club Brasileiro (gr.I) e Margarida Polak Lara - Taça de Prata (gr.I), respectivamente. Todos os páreos anteriormente citados foram corridos no Hipódromo da Gávea. 

Correndo dos 2 aos 4 anos, Billy Girl venceu nada menos do que 6 provas de grupo

Fotografia: Gérson Martins 

Com a virada da idade, Bottega, depois de amargar três segundos lugares para Desejado Put em três provas graduadas - incluindo o G1 do GP Major Suckow - foi à forra contra o rival, em grande estilo, ao lhe derrotar - em recorde - no Grande Prêmio Costa Ferraz (gr.III). E no final do semestre, Bal A Bali encantou no Grande Prêmio Júlio Cápua (gr.III). 

Já em 2014, não houve quem brilhasse mais do que o supracitado Bal A Bali: além de levantar a Tríplice Coroa, que não era conseguida por um crioulo do Araras desde Old Master, na década de 1980, o castanho ainda faturou o Grande Prêmio Brasil (gr.I), quando de sua despedida das pistas brasileiras - sem prejuízo do êxito obtido no Grande Prêmio Doutor Frontin (gr.II), que lhe serviu de teste para o "Brasil". Brilhantíssima também conseguiu emendar, à vitória obtida na Taça de Prata no ano anterior, os êxitos conquistados nos Grandes Prêmios Henrique Possolo (gr.I) e Diana (gr.I) - tendo lhe faltado somente o GP Zélia Gonzaga Peixoto de Castro (gr.I), no qual fez forfait, para a conquista da Tríplice Coroa de Éguas. 

Necessitando de poucas corridas para "estourar" como um dos melhores animais do país, Beach Ball foi até Cidade Jardim e venceu o Grande Prêmio Organização Sul Americana de Fomento ao Puro Sangue de Corrida (gr.I), e depois, na Gávea, bateu sua companheira de farda Billy Girl na Copa ABCPCC Matias Machline Clássica (gr.I), na primeira dobrada feminina no histórico da competição. Por fim, venceu o Grande Prêmio Oswaldo Aranha (gr.II), em novembro do ano passado. A própria Billy Girl venceu os Grandes Prêmios Euvaldo Lodi (gr.III), Henrique de Toledo Lara (gr.III), Adayr Eiras de Araujo - Taça Onze de Julho (gr.II), Marciano de Aguiar Moreira (gr.II) e Almirante Marques de Tamandaré (gr.II), sendo este último para cima dos machos. Na falta de Bottega, Blind Ambition colocou as mangas de fora entre os velocistas, tendo vencido os Grandes Prêmios Major Suckow (gr.I) e Costa Ferraz (gr.III). E, ainda em solo carioca, By Gone venceu o Grande Prêmio Roger Guedon (gr.III). 

Vencedora dos Grandes Prêmios OSAF e Copa ABCPCC Matias Machline Clássica,
Beach Ball foi outra gema da letra "B" do Araras

Fotografia: Gérson Martins

Em Cidade Jardim, a letra "B" não se resumiu ao "OSAF" ganho por Beach Ball: outros quatro animais venceram provas graduadas naquele hipódromo, em 2014. Batenamadeira faturou o Grande Prêmio Pres. Júlio Mesquita (gr.III), Bom De Bola ganhou o Grande Prêmio Pres. Antonio T. De Assumpção Netto (gr.III), Bush Gardens levantou o Grande Prêmio Presidente da ABCPCC (gr.III) e Born To Be Happy conseguiu seu batismo clássico no Grande Prêmio Luiz Fernando Cirne Lima (gr.III). 

Dentre os resultados apontados, houve vitórias conseguidas em páreos que foram dos 1.000 aos 2.400 metros. E 10 dos 14 ganhadores de grupo então listados são descendentes diretos do excelente Put It Back (Honour And Glory), que por mais que tido e havido como um produtor de velocistas, conseguiu, ao ser posto em contato com linhagens mais estaminadas, revelar corredores de sucesso em distâncias mais alentadas. Northern Afleet (Afleet) foi o responsável pela produção da outra quadra de vencedores de grupo da geração. 

Da letra "B" também se computa a produção de 5 ganhadores individuais de G1 - "perdendo", nesse quesito, para os 6 ganhadores de G1 produzidos pelo mesmo Haras Santa Maria de Araras na geração 2005 - Skypilot, Sorrentino, Sing-A-Song, Sol De Angra, Snack Bar e Smile Jenny. Estes 5 ganhadores graduados máximos, contudo, foram responsáveis por levantar 11 corridas de G1, número este superior a 1/3 do número de corridas de G1 disputadas, durante todo o ano, no país. 

Above The Sky, um dos expoentes dos "anos 90" do Haras Santa Maria de Araras:
sozinha, geração 2010 beira os 50% de aproveitamento em pattern races do haras
durante toda uma década

Fotografia: Arquivo

Os números analisados são impressionantes a ponto de colocar, uma única geração, em confronto com toda uma década fundamental para o despontar do estabelecimento de Julio Bozano, no turfe nacional. Durante os anos 1990 (com mais exatidão, num apanhado das gerações nascidas entre 1988 e 1997, com idade de corrida para a referida década), o Haras Santa Maria de Araras contou com 30 ganhadores individuais de pattern races - ou páreos graduados - em sua galeria, gerados por 9 diferentes reprodutores. E somente com a geração 2010, e por meio de dois garanhões, o haras conseguiu beirar os 50% de aproveitamento, de toda a sua - primeira - década dourada. 

Com o prêmio conseguido em 2014, o Haras Santa Maria Araras é eneacampeão (9 conquistas) do Troféu Mossoró de Melhor Criador.